Mudámos os diários de bordo do Projecto Inovar com QI
Quarta, 24 Outubro 2007

Diários de BordoRetomando a origem da expressão, um diário de bordo constitui um documento de navegação que se associa às viagens marítimas, cuja duração temporal, variável, era suficientemente extensa para justificar um relato das condições com que os navegadores se deparavam. Os diários de bordo andam, assim, associados às explorações de terras e mares e atmosferas ainda não palmilhadas. Em resumo, poderíamos dizer que um diário de bordo é o relato, diário, de uma viagem. Contém informações sobre as condições externas (dados climáticos) mas também sobre ocorrências do grupo em viagem; opções de rota; estratégias técnicas e sociais que facilitam a prossecução da viagem.

A utilização desta expressão para a educação data da década de 70 e dos trabalhos associados à formação de professores que vieram enfatizar, quer o papel importante desenvolvido pelo professor-investigador, quer a importância da reflexão sobre as práticas.

Ao escolhermos os diários de bordo como instrumentos privilegiados de acompanhamento e de avaliação regulatória do projecto QI, quisemos recuperar essas características descritivas, sequenciais e reflexivas que sempre se associam às decisões (às vezes contingenciais) de quem “comanda o barco” — o professor.

Foi para recuperar este sentido original do para que serve um diário de bordo que mudámos os aspectos que aí se privilegiam: pretendemos que sirva como um roteiro fidedigno da exploração da aula; pretendemos que seja um objecto de partilha de pares e um exemplo de práticas pedagógicas felizes.

Pensamos que, com esta mudança, promovemos a ideia de qualidade que inspira, este ano, o esforço de inovação do projecto Inovar com QI.

A Consultora do CFPA e Avaliadora do Projecto Inovar com QI
Doutora Ana Mouraz