"Os Lusíadas"
 
   

INTRODUÇÃO

 
      Muito se tem escrito sobre a vida do maior poeta português de todos os tempos, e um dos mais célebres da humanidade. Mas a sua biografia permanece repleta de incertezas. Perante as dificuldades em reunir dados biográficos precisos, foi-se criando um ambiente lendário à roda do poeta infeliz: os amores impossíveis; as paixões por damas da Corte; a luta para salvar das ondas, no naufrágio, “Os Lusíadas”; e, em pleno período romântico, consolidou-se a imagem do poeta maldito, morrendo, finalmente, na maior miséria e abandono. Mas a sua personalidade rica e complexa diz-nos, também, que estamos perante um homem profundamente culto, observador, perspicaz, pensador sem limites. Surge-nos apaixonado, impetuoso, amante da vida com todos os seus excessos, experiente de humilhações e louvores, de viagens, de naufrágios, de desprezos, de lutas e de sonhos, de amor e de morte. No fundo, uma personagem paradoxalmente magnífica.
     A necessidade de fazer renascer o género épico era bem sentida na cultura europeia. Também em Portugal tal necessidade se fazia sentir. Destas duas linhas – necessidade de fazer renascer o género épico e de ser cantado o valor português – irá surgir “Os Lusíadas”.

   
   
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